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Novo projeto de lei anti-spam divide a opinião de advogados


O projeto de lei que proíbe o envio de  mensagens não solicitadas (spam), criado pelo senador Delcídio do  Amaral (PT-MS), em tramitação no Senado - cujo atual relator da  Comissão de Educação do Senado é o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)  -, ainda não foi votado, mas já está causando polêmica no meio  jurídico e dividindo opiniões.

Para a advogada Sandra Paula  Tomazi, do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, o projeto  deixa brechas ao não incluir algumas normas. “Ele precisa estar apto  ao momento em que vivemos, não podendo prejudicar o relacionamento  comercial, informativo e de serviços (e-mail marketing) das empresas  com seus clientes, muito confundido com o spam”.

Em defesa  da utilização do e-mail marketing, um comitê formado pela Associação  Brasileira de Marketing Direto (ABEMD), Associação Brasileira dos  Provedores de Internet (Abranet), Associação Gaúcha das Agências  Digitais (Agadi), Associação Paulista das Agências Digitais (Apadi),  Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI), Interjective Advertising  Bureau (IAB), Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro  Teste), com a participação jurídica do escritório Peck Pinheiro,  formularam um Código de Auto-Regulamentação para Prática de E-Mail  Marketing.

O objetivo, conforme explica a advogada, é que os setores  ligados ao meio virtual possam padronizar o envio de seus e-mails de  relacionamento, de modo a trazer mais credibilidade aos seus  consumidores.

“Essa auto-regulamentação é um instrumento  sério para ser utilizado como ferramenta de marketing de forma  ética, pertinente e responsável, com uma série de regras para o  envio das mensagens.” Segundo a advogada, as regras incluem padrões  de envio de e-mails como a proibição de mensagens com arquivos  executáveis, “que normalmente é onde estão o vírus”.

O  intuito do projeto das entidades é criar subsídios para a nova  legislação, que está tramitando no Senado e deverá ser apresentado  ao senador do PSDB de Minas Gerais até o final deste mês ou começo  de setembro.

Projeto completo
No entanto, para o  advogado Renato Opice Blum, o projeto de lei já está completo. “O  projeto se inspira na diretiva européia, que exige do interessado  seu pedido para receber determinado e-mail de determinado assunto  (opt-in) ou que tenha uma relação pré-existente”, comenta. 

Ao contrário da colega, Opice Blum diz acreditar que a nova  legislação beneficiará o e-mail marketing, o que, na sua opinião,  “não seria mais confundido com o spam e o caracterizaria como  propaganda mais crível”.

Para o advogado, como a lei já está  completa uma auto-regulamentação seria mais um “acordo de  cavalheiros”, o que não funcionaria na prática. “Seria até possível  ter uma auto-regulamentação, mas o projeto atual já está  equilibrado”, analisa.

Com a aprovação do projeto de lei, as  penas seriam feitas a partir das denúncias dos consumidores, que  podem variar de detenção por cinco anos a multa no valor de até R$ 1  mil, dependendo do caso.

Fonte: Gazeta Mercantil

Evite mensagens apenas com imagens


O método mais comum adotado pelos softwares de e-mail para identificar spam é a localização de palavras suspeitas no corpo da newsletter. Na tentativa de evitar esse bloqueio, os spammers passaram a enviar newsletters apenas com imagens.
 
A conseqüência dessa prática é que os sistemas anti-spam começaram a ‘desconfiar’ de todas as newsletters que contém apenas imagens. E na maioria dos casos, passaram a classificar essas mensagens como spam, de forma equivocada.
 
Portanto, é recomendado evitar newsletters compostas apenas por imagens. O ideal é utilizar textos e imagens de forma equilibrada.

Qual o melhor dia para enviar newsletter?


De acordo com um levantamento feito pela empresa de pesquisas eRoi em 2005, a sexta e o domingo foram considerados os dias mais eficazes para enviar uma newsletter, pois são os dias da semana que apresentam a maior taxa de abertura e a maior taxa de cliques. 

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eRoi – Taxa de abertura e de clique por dia da semana (2005)

Por outro lado, levando em consideração que o alto índice de retorno é reflexo da menor quantidade de e-mails enviados nesses dias, este resultado pode variar bastante. Se a grande maioria das empresas passarem a optar pelo envio no domingo, por exemplo, esse dia pode passar a ter baixos índices de retorno.

Uma prova dessa grande possibilidade de variação é que, dois anos depois (em 2007), a eRoi divulgou um novo relatório com um cenário bastante diferente: o final da semana passou a ter índices baixos e a quarta-feira tornou-se o dia com melhores resultados.

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eRoi – Taxa de abertura e de clique por dia da semana (2007).

De acordo com pesquisa realizada em 2007 pela WBI Brasil, a segunda-feira é o dia favorito para envio de newsletters. Em 2007, 87,02% das empresas que utilizam e-mail marketing com freqüência disseram preferir mandar as ações durante a semana, sendo que 15,72% (a maioria) escolheram o primeiro dia da semana. No sábado e domingo, somente 2,96% das companhias fazem os envios.

Existem diversas pesquisas sobre o assunto e cada uma delas traz conclusões diferentes. A recomendação, portanto, para definir o melhor dia para o envio, é conhecer os hábitos do seu público-alvo.

Se, por exemplo, o perfil do público for essencialmente corportivo (ou seja, acessa o e-mail em horário comercial), o envio no final de semana talvez não seja adequado, pois o usuário provavelmente acessará sua caixa postal apenas na segunda-feira, e a sua newsletter disputará a atenção do usuário com todos os spams enviados durante o final de semana.

Adesão ao e-mail marketing por empresas brasileiras cresce 108%


Em maio deste ano foi divulgado o resultado da terceira edição da pesquisa “O Uso do E-mail Marketing nas Corporações Brasileiras”, realizada pela WBI Brasil.

De acordo com a pesquisa, as empresas que desenvolvem ações via e-mail marketing representaram 64,5% do total de respostas em 2007, um incremento de 24,46% se comparado ao índice de 51,82% apurado na pesquisa de 2003.

Apenas 12,5% das empresas entrevistadas não desenvolveram nenhuma campanha de e-mail marketing em 2007. A pesquisa também mostra que caiu a resistência à utilização da ferramenta. Em 2007, 25,9% das corporações não pretendiam investir em soluções de e-mail marketing quando em 2003 essa posição abrangeu 40,68% das respostas.

Em 2007, 54,40% das empresas pesquisadas disseram possuir ferramenta de e-mail marketing, um incremento de 108% sobre 2003 quando apenas 26,12% das corporações possuíam a ferramenta.

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